Vontade de não estar em lugar nenhum, inexistir.. Luz na escuridão, fito os olhos naquele que está na cruz, pouca coisa me seduz, eu queria ser um nativo, ativo, correndo pelo mato, mas sou da cidade, carioca, ingrato, teu coração bate por mim, somos animais enfim, tentando o fantástico que é ser humano, fantástico desde quando? Vejo os moleques chamando pro mano a mano, admiro os pivetes cheirando cola, tentando enganar a fome, sem escola, vivendo como se todos os dias pudessem ser o último, presos na liberdade da rua, cada um na sua.
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